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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

CRIAÇÃO DA MULHER (GN 2.18-25)

Deus identifica-se como “ajudador" de Israel (heb. 'ezer) (Ex 18.4; Dt 33.7). A palavra não implica inferioridade. Descreve uma função mais do que digna. Ninguém perde valor ao assumir com humildade o papel de auxiliador.
Como "auxiliadora" do homem, a mulher torna-se espiritualmente sua parceira na pesada tarefa de obediência a Deus e domínio sobre a Terra. Ela também recebeu papel importante na multiplicação das gerações (Gn 1.28). A mulher como amiga mais próxima do homem, deveria proporcionar-lhe companheirismo e conforto (Gn 2.23-24). Ninguém poderia encorajá-lo e inspirá-lo mais do que ela, que foi criada para esse fim. A frase “auxiliadora que lhe fosse idônea” ocorre apenas aqui no versículo 20, enfatizando a correspondência entre homem e mulher. Designada para ser perfeita contraparte do homem, a mulher não era nem superior, nem inferior, mas equivalente e igual ao homem em sua pessoalidade, enquanto diferente e única em sua função.
Homem e mulher foram criados à imagem e semelhança de Deus. A diferença está em que o homem foi formado do pó da terra, e a mulher, a partir do homem. Ela corresponde perfeitamente ao homem, tem a mesma carne e sangue e, como “imagem de Deus”,assim como o homem, é igual a ele de todas as maneiras (Gn 1.27). Pelo ato de criação em si, ela está inseparavelmente ligada ao homem. A unidade da raça humana está assegurada (Gn 1.27-28); o valor e a dignidade da mulher estão afirmados (Gn 2.22); o fundamento do casamento cristão está estabelecido de maneira memorável (v 24).
A mulher não é uma idéia tardia. O homem foi planejado e criado física, emocional, social e espiritualmente já com a criação da mulher também planejada e assegurada. De fato, Deus disse que não era bom que o homem estivesse só; ele precisava da mulher (v 18). Deus formou o homem “do pó da terra”, mas fez a mulher da “costela” do homem.
Deus utilizou Adão para expressar a singularidade da mulher num jogo de palavras. Mesmo a linguagem em si reflete a unidade que Deus planejou existir entre o homem e a mulher. A expressão “osso dos meus ossos e carne da minha carne” ocorre em outras passagens do AT como indicação de relacionamento sanguineo. Na cultura oriental-e até hoje-, o ato de dar nomes é bastante significativo e, em muitos casos, implica autoridade e responsabilidade. O nome da mulher (Eva) é um reconhecimento de sua origem, da mesma forma que o nome de adão aponta para o pó da terra como sua origem na criação (Gn 2.19).